29/08/2017

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Entrevista: Jade Baraldo fala sobre repercussão de ''Brasa'' e deixa no ar possível parceria

Forte, delicada, misteriosa e ao mesmo tempo sem meias palavras. Jade Baraldo não foge dos contrastes no single “Brasa”, primeira mostra de seu álbum futuro e música de sua própria autoria.

Com uma voz cheia de personalidade, a artista estreou no mercado atingindo a marca de sete dias seguidos no topo do ranking de virais do Spotify, playlist atualizada diariamente com as músicas mais compartilhadas no Brasil. Após enorme sucesso nos serviços serviços de música digital, a faixa ganhou um videoclipe para apresentar Jade de vez ao grande público.

A figura de Jade, sem dúvidas é um diferencial no mercado, tanto pela sonoridade pop carregada de mensagem, tanto pela sua atitude. Por isso, a procuramos para bater um bate papo, onde perguntamos sobre como é fazer sucesso em um meio tão difícil e produzir música pop em uma cenário amplamente competitivo, além de obviamente tentar arrancar alguma curiosidade sobre os próximos passos, após a receptividade maravilhosa de seu primeiro single.

Confira a entrevista

Com a incrível repercussão de "Brasa" você ganhou um público maior, e grande parte dos novos fãs não sabem da sua participação no The Voice. Você pode nos descrever o impacto que o programa teve em sua carreira após a sua participação?

Poderia dizer mil coisas, mas vou resumir em um fato: minha avó, que era radicalmente contra minha decisão de ser cantora passou a ser minha fã e incentivadora hahaha. Isso resume o poder da Globo.

Apesar de muito nova, você também é compositora. O que te inspira a escrever?

A vida, as experiências, as sensações, os amores e desejos, os pensamentos que te tomam de repente no meio da noite.

Seu estilo musical é bem peculiar por passear entre o pop, mas também trazendo suas influências do mpb, jazz e blues. Conta pra gente, existe algum artista improvável que as pessoas nem imaginam que você curta e que te inspira?

Sou muito fã da Alcione! Acho ela muito maravilhosa!


Jade, sabemos que a força da internet impulsiona muito o trabalho de um artista, e no seu caso o Spotify foi uma surpresa, pois, você ficou por nove dias no Top Virais, o que isso significou para você?

Foi muito importante pra mim. Porque o ranking de virais é muito real, muito orgânico. Infelizmente a gente sabe que muita gente compra view no YouTube, por exemplo. Mas você não pode obrigar as pessoas a compartilharem uma música ou a gravarem vídeos cantando, dublando e dançando sua música e te marcando no instagram como fizeram com “Brasa”. Ficar 9 dias no topo dos Virais do Brasil é uma prova de que tem algo forte acontecendo, e eu me orgulho muito disso, de ter conseguido entrar na vida das pessoas com minha música assim praticamente sem nenhuma força de promoção por trás, e ao mesmo tempo sinto um carinho imenso pelas pessoas que fizeram isso acontecer, meus fãs, eles pegaram a música pra vida deles e eu choro só de pensar nesse amor deles, aliás acabei de chorar de novo.

O seu clipe "Brasa" possui uma sensualidade bem discreta, o famoso 'sexy sem sem vulgar'. Você tem esse cuidado em não ultrapassar a linha tênue ou no futuro não descarta fazer algo mais sensual, assim como ocorre bastante na cena pop?

Pra ser bem sincera o primeiro corte desse vídeo final só daria pra postar no Xvideos hahahah. Aí eu tive que cortar várias cenas porque fiquei com medo do YouTube me banir pra sempre. Não tenho problema nenhum com sensualidade. Gosto de sexo. Vulgar é quem fica fingindo que não gosta e faz um monte de merda secretamente.



 "Brasa" ganhou a internet, principalmente o público jovem muito rapidamente. Você esperava esse sucesso? Porque você acha que o público se identificou tanto com essa canção?

A gente sempre fica na esperança de dar certo, né? Graças a Deus um público lindo adotou esse filhote e ele tá aí, bem lindo e cheio de vida. Acho que público viu algo novo, diferente do Pop brasileiro tradicional, um público que ia atrás desse pop em artistas estrangeiros e achavam impossível alguém fazer isso no Brasil de maneira autêntica, espontânea, verdadeira. E acho que a letra, a audácia e sensualidade do que eu canto na música, e a forma como eu canto, também tocou a alma de muita gente. Aí é a parte da arte, né. A gente tá nesse negócio por algum motivo. Pra chegar a ter o microfone e a atenção das pessoas a gente passa por uma caminhada dura que muita gente não vê. A minha começou cantando em Brusque, nas ruas, na praça do Maluche, com 14, 15 anos, nas rodas dos amigos, e vendo que quando eu cantava alguma coisa acontecia. A gente tá com o microfone na mão pra fazer essa mágica acontecer no coração das pessoas. Aconteceu com “Brasa. E se depender de mim ainda vai acontecer muito. Meu projeto é de vida.

Sem dúvidas você é uma das maiores surpresas e apostas da música nacional deste ano, principalmente na cena pop. Você se identifica como uma cantora do gênero pop?

Sim, eu faço música pop e Lady Gaga é minha rainha.

Quando uma cantora se destaca, os fãs ficam ansiosos por uma parceria com outra artista em evidência. Nesse momento, qual nome seria interessante para uma parceria em uma canção inédita?

Aii…isso é surpresa hahah!

Para finalizar, nos indique três músicas nacionais para incluirmos em nossa playlist no Spotify.

“KO” Pabllo Vittar
“Mulher Elétrica” Mano Brown
“Deixa” Ana Muller


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