30/08/2015

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[ Pop & Prada] Por que você quer me induzir qual som devo ouvir?



Tem que ser rock, tem que ser pop, sertanejo? Nem pensar! Tá doido? Rap talvez, forró de jeito nenhum! Eletrônico é cool, reggae não!
Certamente você já foi vítima de alguma dessas frases ou pior, foi quem as disse, mas deixa eu dizer uma coisa para você meu caro leitor, a música antes dos acordes, letras e melodias, é a expressão em forma de partituras de sentimentos, tudo envolve estado de espírito.
O lado racional do rock, agressivo, opinativo, o quase sempre amor embalado na MPB e o humor mesclado com resgate de auto estima do axé. Certamente quando você quer relaxar, não irá ouvir música eletrônica né? Ou vai, às vezes é questão de gosto.
O que eu quero dizer é que música é retrato da alma, não da para definir o que se deve ouvir, pois há momentos e momentos, e cada um deles pede uma melodia diferente, e isso não determina classes superiores ou inferiores.


Se identificar com um gênero musical ok, se vestir da arrogância é uma das formas mais comuns de se equivocar.
Os tchererês tche tches, paratibum, tcha tcha tcha, certamente não passam uma mensagem intelectual, para analisar e refletir, mas quem disse que esse é o propósito dessas músicas? Às vezes, entender que é apenas entretenimento, sem compromisso, é tão difícil assim?
Não da para comparar Chico Buarque com Psirico e seu Lepo Lepo, né? Mas o que não da para aceitar mesmo é essa ditadura de gente que acha que deve induzir as pessoas no que ouvir. Ora, se música é reflexo de sentimentos e emoções, porquê eu devo me orientar por sensações alheias? Não faz sentido.
Escute o que quiser, no seu tempo, no seu ritmo e o lhe soar agradável aos ouvidos. Música é subjetiva, logo, não existe regras para seguir.

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